Descrição
O “Circuito Diagnóstico” tem como objetivo aproximar os estudantes dos processos científicos envolvidos no diagnóstico de doenças, especialmente por meio de técnicas de biologia molecular, valorizando o papel da ciência e da tecnologia na promoção da saúde coletiva. O tema mostra-se especialmente relevante em um contexto em que a sociedade enfrenta desafios como pandemias e a circulação de informações falsas sobre saúde, vacinas e testes laboratoriais. A atividade é desenvolvida por meio de uma abordagem lúdica e investigativa, organizada em cinco estações que simulam as etapas do processo de diagnóstico clínico-laboratorial. Os estudantes, organizados em grupos, serão convidados a percorrer o circuito, realizando tarefas como a análise de sintomas e do histórico do paciente, a escolha da amostra adequada, a compreensão do armazenamento correto, a simulação de testes diagnósticos por RT-PCR e, por fim, a interpretação dos resultados. Nesse sentido, a mediação docente é fundamental para orientar as atividades, esclarecer conceitos científicos e estimular a reflexão crítica sobre a importância do diagnóstico precoce e do combate às fake news relacionadas à saúde.
Ao final do percurso, os alunos realizarão atividades de sistematização do conhecimento, como a produção de desenhos ou registros reflexivos, nas quais deverão destacar os principais aprendizados da experiência. A metodologia proposta valoriza o protagonismo estudantil, o trabalho colaborativo e a interdisciplinaridade, integrando ciência, tecnologia e linguagem, de modo a tornar o processo de ensino-aprendizagem mais significativo e contextualizado.
Dessa forma, a dinâmica é desenvolvida com grupos de quatro a seis estudantes, que devem passar por cinco diferentes estações de um circuito diagnóstico, realizando em cada uma delas as seguintes etapas:
1. Triagem: análise dos sintomas e do histórico do paciente. Em cada estação há um boneco impresso, com a descrição de seus sintomas (como tosse, febre, dor muscular) e um contexto/histórico recente.
2. Coleta: os estudantes coletam uma amostra do paciente de acordo com sua principal suspeita. Eles devem identificar qual tipo de coleta é necessária: sangue utilizando a seringa ou amostra nasal utilizando swab.
3. RT-PCR simulado: os estudantes simulam o teste e, nesse momento, ocorre a explicação de como funciona todo o processo, incluindo a importância de práticas de higiene, uso de EPIs e principais conceitos em biologia molecular.
4. Análise do resultado e interpretação de resultados falso-positivos e falso-negativos, bem como discussão de fake news relacionadas à saúde.